Minha agenda de segunda está cheia. Nela se inicia um novo ciclo: saúde mental, espiritual e física. São nelas que tenho que trabalhar!
Para quem não me conhece tenho vinte anos, ali do lado esquerdo da sua tela tem uma discrição. Nela você conhece uma menina igual a você de dezoito... dezenove anos que tem sonhos e expectativas, mas sinto em lhe informar que: ela esta presa em seu passado e futuro por culpa exclusivamente dela que se deixou adoecer por uma doença muito conhecida hoje, o nome dela? PROCRASTINAÇÃO.
É... a procrastinação não parece uma doença né, só uma faze... mas com o tempo, com a negação, ela se torna uma doença, cade vez mais devastadora.
Essa menina sempre foi protegida em uma redoma de vidro, nunca precisou lutar, afinal, sempre havia pessoas que faziam isso por ela. Mas hoje tudo muda. Ela decidiu olhar para os seus bichos de sete cabeças e irá resolve-los, um, a, um, cada um em seu tempo e espaço. Como? Querem saber mais sobre as mudanças? Voltem aqui amanhã! Quem sabe ela não toma coragem e se expõe.
Ontem fui assistir uma peça com dois grandes amigos da cultura. Amamos fazer dias culturais. Primeiro fomos no cinema Itaú assistir a um documentário sobre Sobral Pinto, um advogado brilhante que ajudou muitos presos políticos na época da ditadura (depois farei uma resenha). Acho que vale muito à pena assistir. Mas neste momento falarei do espetáculo que assisti no mesmo dia. Simplesmente eu - Clarice Lispector. Trabalho realizado pela brilhante Beth Goulart retratando a vida, ou melhor, a imagem que Clarice fornecia através de seus textos e entrevistas. Fiquem agora com o que vivenciei.
Hoje acordei chorando por um sonho que simplesmente me dava um tapa na cara, e fiquei me perguntando se fora a impressão que essas duas mulheres me passaram ontem: Clarice Lispector e Beth Goulart. Primeiramente, quero pedir desculpas a ambas pela minha ignorância perante as duas. Clarice meu conhecimento sobre você são os textos que apenas me foram apresentados nos livros didáticos e nas provas de escolas e não sou uma amante da língua, não sei nem lidar com ela. Essa falta reconhecida será mudada agora perante uma promessa que estou fazendo a você a partir deste post.
E me envergonho de dizer isso mas, Beth, só conhecia seu trabalho pelo que me era apresentado através da Globo, e sinceramente me arrependo e me constranjo por tê-la julgado mal. Não deveria ter feito um pré-julgamento de qualquer trabalho fornecido pela Globo. Acredito que um dia ela teve alguma dignidade e acredito que ainda há, embora não a encontre sozinha. Mas hoje apenas acho uma agressão como ela desvirtua o trabalho do ator. O que ela nos apresenta não é arte, e o que você fez na noite passada o é.
Esse post não vai ao ar agora, não vou escrevê-lo e apertar um botão de envio, não acho justo perante as duas e me envergonharia de tal fato. Vocês me fizeram pensar e refletir no que estou fazendo de minha vida, um fato existencial. O que quero ser? Mostrar? Tenho que parecer forte, se não, não sou digna? O que é força? Posso falar? Simplesmente ser e agir?
Cheguei a acordar hoje às sete horas da manhã sem minha mãe ter que lutar para tal, apenas, levantei. Com o desejo de escrever, de me fazer pensar. Obrigada às duas por me fazerem pensar e em querer lutar por algo. Quero ser algo, e hoje me é mais claro o que quero ser, vejo um caminho que antes não me era possível, era apenas breu.
Beth você me mostrou o que é um trabalho de atriz, um trabalho de estudo fundamentado, um trabalho seu, de vida. Me alegro em tê-lo vivenciado e é isso que eu quero fazer. Me espelho agora nessas duas mulheres brasileiras e sou capaz de dizer: quero fazer arte, quero fazer teatro! E com muita dor do vício existente me eliminarei dos meus TABUS e estudarei. Porque é disso que vive um ator, afinal um amante de seu trabalho ESTUDA. E eu o farei!
Percebo agora que lutava ao léu contra movimentos que eu tinha que vivenciar, pela imaturidade e pouca idade que tenho eu fugia. Como é difícil existir, né Clarisse?! Vejo isso agora. Pelo menos sei que existo, pois estou pensando em algo e isso já me é confortador. Por fim agradeço a vocês por serem tão corajosas e generosas e disponibilizarem o que é tão essencial para ambas, sua arte.
Fim
Disponibilizarei um vídeo de uma famosa entrevista
da Clarice que inclusive a Beth interpreta maravilhosamente
bem. Quem quiser... clica aí.
Durante duas semanas fiquei pensando em quem homenagearia nesse dia internacional da mulher. Então me veio: bom sou beatlemaníaca, meu blog tem o nome de uma música dos Beatles. Por que não falar da mulher que destruiu a banda?
Para deixar claro: sou beatlemaníaca, então tenho um preconceito pré-estabelecido e fundamentado sobre Yoko Ono. Mas infelizmente, ouso comentar, também sei admirar e respeitar o trabalho dessa revolucionária então... vamos lá.
Yoko Ono nascida em Tóquio no Japão em 18 de fevereiro de 1933. Nasceu em uma família rica e tradicional do Japão (patricinha que tinha tudo que queria) tendo oportunidade de estudar na melhor escola de seu país (viu!). Durante esse período estudou canto, piano, artes plásticas, pintura, entre milhões de outras coisas.
Durante a Segunda Guerra Mundial deslocou-se frequentemente entre cidades do Japão e os Estados Unidos até quando se mudou definitivamente para NY. Lá entrou para a faculdade de música Sarah Lawrence, onde conheceu importantes músicos de vanguarda, que posteriormente a influenciariam em suas músicas malucas de pop rock- punk, que não fez muito / nenhum sucesso na época e hoje é reconhecida como um marco histórico, embora muitos ainda não conheçam (vai entender).
Em 1956 ainda em NY começou a participar de grupos frenéticos contra a guerra e se casou com Toshi Ichiyanagi (musico que conheceu na faculdade) contra a vontade de seus pais e com isso rejeitando todo o auxílio financeiro de sua família, começou então a lecionar arte japonesa e música em escolas publicas (a admiro por isso).
Começou também a se dedicar nas obras plásticas que em 1966 teve o reconhecimento e com isso realizou uma exposição individual em Londres, onde conheceu John Lennon que, ficou maravilhado pela obra e com isso, também pela artista (¬ ¬), então... começou a trair abertamente a sua mulher Cynthia Powell a mãe do famoso Julian (que foi inspiração para a música do Paul “Hey Jude”... mas isso é história para outra hora)
Depois disso Yoko virou mulher de Lennon, ajudou a banda The Beatles a chegar ao seu final trágico, milhões de fãs ficaram contra ela, John e Yoko se mudaram para os EUA , John tentou carreira solo mas era simplesmente um fracasso (para época). Como assim?
Bom... Lennon desistiu de tudo e começou do zero, fazendo shows pra plateias lotadas de fãs dos Beatles e tocando músicas to-tal-men-te desconhecidas e de conteúdo revolucionário, influenciado pela sua mulher que estava completamente engajada, na época, com o movimento pacifista, pois os EUA estavam envolvidos na guerra do Vietnam.
Ainda nesta fase, Yoko e Lennon foram perseguidos não só pelos fãs dos Beatles, mas também pelo governo dos Estados Unidos pois eles estavam indo completamente contra a política da época. Com tudo isso acontecendo e com Lennon não se dando bem na carreira musical e não sabendo administrar seu dinheiro, Yoko passou a trabalhar com sua arte enquanto Lennon por vontade própria virou dono de casa e passou a cuidar de seu filho Sean.
Depois de toda essa loucura Lennon acabou sendo morto por um fã e Yoko continuou engajada em sua carreira de cantora, cineasta, artista plástica, vanguardista japonesa, revolucionária, mãe, viúva e destruidora da melhor bando do mundo provando ser uma mulher forte determinada e que “nothing’s gonna change your world”.
Como curiosidade fiquem agora com dois vídeos, um da música "Everyman Everywoman" da Yoko Ono que hoje é um marco histórico (??) e uma apresentação dela com a Lady Gaga (dica, vejam primeiro o da Lady Gaga, segundo vídeo).
Sinceramente não consigo entender o trabalho dela (respeito, mas não entendo), gostaria de saber, o que acharam?
Resolvi fazer essa postagem explicando o nome do blog porque
muitas pessoas adoram ou não entendem nada, mas sempre ficam curiosas com o porque da escolha,
então... vou explicar.
A muito muito tempo
queria fazer um blog, até cheguei a fazer quando tinha 10 anos era “mangáshoujobrasil”
(sempre nomes difíceis)! Até que fiz sucesso com pessoas da mesma idade que eu,
mas fui crescendo, e o assunto começou a perder a graça fazendo com que parasse
de escrever.
Ano passado estava vendo meus orkut’s (é, eu tinha mais de
um por causa dos jogos)para deleta-los e decidi procurar mais contas que possuía
para também deletar quando... encontrei o blog, mas fiquei com pena de me
desfazer. Então... resolvi mudar o nome para o que vocês conhecem hoje, pois estava
completamente viciada na música dos Beatles intitulada com o mesmo nome.
Bom... o porque! Obladi, oblada simplesmente não faz
sentido nem na música, sendo uma parodia da própria vida que nem sempre faz
sentido para nós. Ai pensei “Perfeito! Meu blog vai falar sobre isso. Sobre
tudo e sobre nada!” (inteligente não xD). Só que esse nome já existia (¬ ¬’),
então coloquei o everyfing (sempre)... e... bom... é só por isso ele existe.
Recomecei o blog falando sobre Doramas (programas coreanos)
e consegui seguidores, mas estava também no início da minha tara pelo assunto então
não sabia muito o que falar. Então fiquei pensando, “falarei sobre mais o que ?
Moda? Não tinha estilo para isso! Maquiagem, música? Não tinha muito
conhecimento!”Mas cai entre nós, ninguém tem o conhecimento completo por um
assunto. Me resolvi e comecei a falar sobre coisas que realmente me expiravam: a arte,
os livros, os filmes, mas, de forma diferente, com um olhar diferente. E estou
muito feliz com o rumo que o blog esta tomando!
Há pedidos de amigos e até seguidores fiz uma página no facebook
(sigam aqui ), que ainda esta no começo, porem, firme e forte. Minhas postagens
estão começando a ter comentários de pessoas realmente surpresas pelo o que
estou falando, meu blog esta tendo cada vez mais acessos. É claro que ainda
tenho poucos seguidores comparando os que outros blogs teem, mas cai entre nós,
não fiz o blog para falar sobre futilidades adolescentes, já passei desta fase!
Resumindo, estou aqui na verdade para contar um pouco da
historinha dessa figura que agora faz parte integral da minha vida, pois embora
não poste, penso nele todos os dias. E também agradecer a vocês que seguem e
comentam, porque fazem parte dessa história (na verdade ele não existiria sem
vocês). A cada dia tentarei crescer mais com ele! Obrigada galera. Beijinhos :*
Á, fiquem agora com a música OB-LA-DI, OB-LA-DA! Esse vídeo não é da gravação, mas sim do show, o escolhi porque sempre me emociona,afinal... eu estava lá!!